Depois de vários anos no poder sem
sofrer críticas da maior parte da imprensa, o presidente da CBF,
Ricardo Teixeira, virou alvo de um bombardeio de denúncias. Segundo
informações do colunista do
UOL Flávio Ricco, a Rede Record determinou que suas afliadas repercutam as reportagens contra o cartola feitas pela matriz.
A ação da emissora do bispo Edir Macedo é vista por muitos como uma
“retaliação” à CBF, após seu presidente e a maior parte dos integrantes
do Clube dos 13 terem fechado contrato com Globo. A grande maioria dos
clubes acabaram acertando os direitos para o quadriênio 2012-2015 e por
valores inferiores ao ofereceria a Record.
O fato curioso é que nos últimos dias, estranhamente, a Globo
também passou a adotar uma postura “contra” CBF, chegando até mesmo a
exibir uma reportagem de três minutos, que falou sobre os gastos
públicos do Distrito Federal no amistoso Brasil 6 x 2 Portugal, em 2008.
Mais das investigações
O Jornal da Record
também exibiu uma reportagem de oito minutos sobre as investigações em
torno de Teixeira. O Ministério Público pode solicitar à CBF a
devolução dos R$ 9 milhões, que foram pagos pelo Governo do DF, na
época, para que o amistoso fosse realizado na Arena Bezerrão, no Gama.
A grande questão é que o valor foi pago a empresa Ailanto
Marketing, que havia sido criada cerca de um mês antes e não tinha nem
telefone. Segundo consta, seu patrimônio era avaliado em apenas R$ 800,
sendo que uma de suas acionista, de nome Vanessa Almeida Precht, que
teria participação de apenas R$ 1,00 na empresa.

Arruda foi "comparsa" de Teixeira
As investigações da Polícia Federal, no entanto, teriam apontado
que a Ailanto não gastou um centavo dos R$ 9 milhões para organizar o
amistoso. Na verdade, quem teria custeado o evento foi a Federação
Brasiliense de Futebol (FBF), o que também deixa em maus lençóis o
ex-governador José Roberto Arruda, que foi afastado do cargo, após ser
pivô de um escândalo de corrupção no "mensalão do DEM".
As investigações apontam na possibilidade dos R$ 9 milhões terem
sido desviados para contas de “terceiros”, entre eles Ricardo Teixeira.
Isso porque dirigente arrendou, segundo a reportagem da Record, algumas
de suas terras à acionista da Ailanto, Vanessa Almeida Precht, sendo
que a mesma trabalha com moda e não com agropecuária ou agricultura.
As imagens mostraram claramente que as terras não são utilizadas
para plantações ou criação de gado. Além disso, moradores das
propriedades afirmam desconhecer a tal “Dona Vanessa”. As suspeitas são
de que o “arrendamento” tenha sido forjado, para que fosse passada uma
comissão de R$ 600 mil ao cartola.
Rio de Janeiro, RJ, 16 (AFI)
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