segunda-feira, 12 de abril de 2010

Curiosidades do Esporte


Locutores

Acho que não existe nada mais divertido do que as expressões inventadas por nossos locutores. Vamos procurar alguma lógica em algumas.


Quando um time sofre um gol, costuma-se dizer que a equipe "corre atrás do prejuizo". Convenhamos que pelo português correto, quem corre atrás de algo, é porque deseja aquele algo, quer consegui-lo para si. Digam-me; Quem é o doido que quer um prejuizo, para correr atrás dele?


Sempre ouço os locutores dizerem que tal jogador vai bater um escanteio "de pé trocado". Com quem será que ele trocou o pé? Será que a operação é dolorida?


A mesma coisa se aplica aos goleiros que defendem as bolas "de mão trocada". Será que suas mãos são destrocadas depois? Não causará problemas com as impressões digitais?


Visualizem a cena: determinado jogador leva uma entrada violenta por trás. Machuca-se e é retirado de campo. Chega um repórter de campo e pergunta: "O que você pensa a respeito dessa entrada?". Isso é comum acontecer... O que será que o entrevistado realmente desejaria dizer?


Agora, na minha opinião, o absurdo campeão do "locutorês", são os famosos "descontos" que o juiz faz. Vejamos: desconto, sempre é uma redução que se faz em algum preço, por exemplo. Porém, em "locutorês", significa o tempo que o juiz acrescenta ao término dos 45 minutos regulamentares. Então, como pode um gol marcado aos 47 minutos, ou seja, nos dois minutos de acréscimo, ter sido marcado nos "descontos"? Já pensaram se o Salim da lojinha da esquina descobre isso? Voces pedem um desconto de 10 por cento no preço de uma camisa de R$10,00 e ele, conforme os "locutorês", cobra R$11,00?


Escutei outro dia, outra pérola do "locutorês", quando nosso "gênio" descobriu que o gol foi bem anulado, pois o atacante estava "completamente" impedido. Ora, ninguém pode estar "meio" impedido. Ou está ou não está. Isso pode mais ou menos equivaler ao caso da garota que, encabulada, confessa à mãe estar "mais ou menos grávida".


Aliás, sobre este assunto, foi ao ar o seguinte diálogo entre um jogador saindo machucado e o "gênio", perguntando: "Então, o caso é sério?" A resposta: "Não, meu caso não é de gravidez não"...


Oscar, grande zagueiro da Ponte Preta, São Paulo e seleção Brasileira, sempre mostrou um QI acima do nível normal dos boleiros. Provou isso um dia quando, após um jogo difícil, uma vitória compllicada, saía de campo doido por um chuveiro quando o nosso herói locutor chega-se e pergunta: "Vitória apertada, né? Como vocês conseguiram?" Oscar olha, suspira e diz de um fôlego só: "Estávamos dominando tomamos-um gol bobo-acertamos as falhas-e conseguimos sair com a vitória." O locutor, querendo ser espirituoso, comenta: "Puxa Oscar, porque sempre os jogadores dizem a mesma coisa?" Oscar, sem deixar a bola quicar e, de trivela, retruca: "Talvez seja porque os locutores sempre perguntam a mesma coisa..." Depois dessa, é pegar a cara no chão e sair de fininho.

Um comentário:

Marcos Macelo disse...

Gostei dessa! Assim mostra que na vida a criatividade está num bom lugar! Parabens!