quinta-feira, 26 de maio de 2011

Câmara decide investigar CBF e organização da Copa-2014

 Ricardo Teixeira (esq.), presidente da CBF, e Fábio Koff (dir.), presidente do C13, em evento em Brasília

A Câmara dos Deputados abrirá investigação para apurar denúncias contra a CBF. O deputado Anthony Garotinho desistiu de instaurar uma CPI e conseguiu emplacar uma PFC (Proposta de Fiscalização e Controle), que não precisa do apoio de 171 deputados para ser instalada.
Garotinho conseguiu colocar o aliado Dr. Paulo Cesar, também do PR do Rio, para ser o relator da proposta. Na prática, uma PFC tem poderes semelhantes ao de uma CPI, desde que haja dinheiro público envolvido. A proposta funciona dentro da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Para viabilizar a PFC, Garotinho usou como argumento a isenção fiscal que será dada à Fifa e seus parceiros.


Na investigação, o deputado pretende pedir a ajuda do Ministério Público e órgãos de controle como Controladoria-geral da União, do Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
O deputado quer investigar os lucros do Comitê Organizador Local da Copa-2014, além dos contratos da CBF com as tevês e uma suposta lavagem de dinheiro. "Quando começamos a colher assinaturas para a CPI, muitos deputados desistiram e tiraram assinatura. Isso mostra que Ricardo Teixeira tem bala na agulha. Vamos investigar que bala é essa e como ele atua", diz o deputado.
Um dos primeiros alvos será a atuação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que acumula o cargo de chefia do Comitê Organizador Local da Copa. Além disso, Garotinho pretende convocá-lo para explicar as denúncias publicadas pela imprensa inglesa sobre suposta propina recebida por Teixeira na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.
Procurada pela Folha, a assessoria da CBF disse que a entidade não se pronunciará.

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

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