quarta-feira, 6 de outubro de 2010

No “inferno” da Série D

Juiz trabalha de graça e "herói" comemora gol sozinho
Se você, torcedor de Flamengo, Atlético-MG ou São Paulo, ousa reclamar porque seu time anda frequentando a parte de baixo da tabela da Série A do Campeonato Brasileiro, repense suas atitudes. Definitivamente vocês não sabem o que é sofrer com o futebol.

Na Série D, a última divisão do Campeonato Brasileiro, coisas inacreditáveis acontecem. Cenas estranhas e personagens engraçados brotam nos gramados mal cuidados daquele que é o destino final dos clubes em decadência no futebol.

Um bom exemplo da falta de condições de trabalho aconteceu no sábado (2). Algumas das fotos mais engraçadas do esporte no fim de semana aconteceram na partida entre Brasília e Araguaína, em Taguatinga, município próximo à capital federal.
Além de técnicos e jogadores ficarem no gramado durante o intervalo e de o placar estar “desatualizado” no estádio Serejão, outro fato absurdo chamou a atenção. Na súmula da partida, divulgada no site da CBF, o árbitro principal, André Luiz de Freitas Castro, “cobra” do Brasília, o mandante, o pagamento de todos os serviços prestados pelo trio de arbitragem, que trabalhou mas não recebeu.

Após relatar as duas expulsões do jogo, André Luiz escreve no documento que não recebeu os R$ 1.100 referentes à taxa de arbitragem, diária e transporte. Os dois assistentes também deixaram de receber, cada um, R$ 500. Além de relatar que trabalhou de graça, o árbitro ainda afirma que a condição do gramado era “ruim” e que o comportamento dos jogadores das duas equipes foi apenas “regular”.

Em poucas linhas, fica claro que mesmo as equipes que estão em situação delicada na Série A estão muito longe de estarem realmente em dificuldade. Fica claro, também, a falta de condições que árbitros, jogadores e treinadores enfrentam a cada partida na quarta divisão do campeonato organizado pela CBF. Sejam bem-vindos à realidade da Série D do Campeonato Brasileiro.

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