quarta-feira, 9 de março de 2011

Propostas por direitos do Brasileiro chegam a R$ 1 bi, diz C13

O Clube dos 13 divulgou nota na tarde desta quarta-feira dizendo que foram entregues as cartas-convites para as cinco primeiras mídias habilitadas a transmitir o Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014 (TV aberta, TV fechada, pay-per view, internet e celular) e o valor dos lances mínimos chegou a R$ 912 milhões.


Segundo o C13, com a formalização das regras para publicidade estática, direitos internacionais e novas mídias, o valor mínimo ultrapassará R$ 1 bilhão, quase o dobro do que os clubes vão faturar com a venda dos direitos para o Brasileiro de 2011.
"Estamos muito satisfeitos com o interesse das empresas no produto futebol e temos certeza de que os clubes e os torcedores serão os grandes vencedores deste processo de licitação", afirmou o presidente Fabio Koff na nota da entidade.
O novo modelo de venda dos direitos foi motivado por acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), firmado no ano passado. No total, mais de 20 empresas foram convidadas a participar do processo.
O resultado da primeira licitação será anunciado na próxima sexta-feira, às 10hs, no escritório do Clube dos 13 em São Paulo, onde será conhecido o vencedor para TV aberta.
Os envelopes de TV fechada e pay-per-view serão abertos no dia 23 de março. Os de internet e celular, no dia seguinte, também na sede do Clube dos 13.
GLOBO x RECORD
A Globo fez chegar ao mercado publicitário, e a outras emissoras de TV, inclusive eventuais parceiras, que já tem "bem encaminhadas" as negociações para transmitir o Brasileiro de 2012 a 2014.
Segundo a Folha apurou, a emissora já conversou com 14 das 20 agremiações que integram o Clube dos 13.
A entidade, que tem como objetivo intermediar a venda de direitos de transmissão do Nacional, enfrenta uma debandada de seus associados.
Corinthians, Palmeiras, Santos, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Grêmio, Cruzeiro e Coritiba anunciaram que pretendem negociar diretamente com as emissoras, sem intermédio do C13.
A Globo já teria falado com Goiás, Inter, Guarani e Vitória. Assim, sobrariam São Paulo, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Sport e Portuguesa alinhados ao C13.
Cartolas assistiram à apresentação da Globo, de uma hora de duração, apenas no projeto sobre TV aberta. Marcelo Campos Pinto, principal executivo da Globo Esporte, é quem faz as exibições.
Na sexta-feira passada, a Globo anunciou que não participaria da concorrência organizada pelo Clube dos 13.
Na semana passada, a Record criticou a concorrente e elogiou o C13. Porém a emissora paulista afirmou que pode fazer negociações individuais.
Após alertar que não descartava negociar direto com os clubes a compra dos direitos de transmissão do Brasileiro, a Record pôs em prática o discurso e, a exemplo do que faz a Globo, já conversa em particular com cartolas.
Segundo pessoas ligadas à emissora, 11 times foram contatados para negociar sem o intermédio do Clube dos 13.
Além das propostas individuais, a Record deve implementar tática para pressionar os clubes a aceitarem sua oferta, que ela diz que será maior que a da Globo.
As propostas enviadas aos dirigentes serão, também, encaminhadas ao Conselho Deliberativo de cada clube.
A intenção é constranger os cartolas a aceitar as suas ofertas. A emissora diz acreditar que, com a proposta escancarada para conselheiros, não haverá como os presidentes negarem o valor superior ofertado, o que, aposta ela, será seu caso.
Afirma que os dirigentes não conseguirão convencer os conselheiros de que o dinheiro não é importante.
Presidentes de clubes argumentam que a exposição na programação da Globo traz um imensurável valor agregado e que são pressionados por patrocinadores a firmar com a Globo. Alguns não abriram linha de comunicação com a Record.
A emissora deverá enviar as propostas também para órgãos públicos, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Câmara Federal e o Senado.
O intuito é que, novamente, caso algum clube aceite a proposta que não for a maior financeiramente, haja um questionamento do motivo.

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