segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A pedra filosofal e o futebol


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Para o senso comum o que os antigos alquimistas queriam na sua incessante busca pela pedra filosofal era encontrar a maneira de transformar qualquer metal em ouro. O que, de modo geral, o senso comum não atenta é para o fato de que este não era o objetivo único dos citados pesquisadores. Eles queriam muito mais do que isso, bem mais do que isso! De verdade mesmo, para além da transformação de metal em ouro, o que os visionários (ou não?) caçadores da pedra filosofal queriam era encontrar uma fórmula que lhes permitisse viver para sempre (tempo demais, né não?). Viver para sempre, ou então, na pior das hipóteses, prolongar as suas vidas por um período bem maior do que o usual.
As lendas em torno desse mito dão conta, inclusive, que a pedra filosofal teria, de fato, sido encontrada, sendo três os sujeitos apontados como seus descobridores: o suíço Paracelso e os franceses Fulcanelli e Nicolas Flamel. Todos eles, um misto de mágicos, prestidigitadores, cientistas, químicos e, como não poderia deixar de ser, meio malucos!
A prova definitiva sobre as propriedades da pedra filosofal de deixar os organismos vivos mais longevos e em plena capacidade de exercer os seus ofícios físicos? Isso até hoje ninguém ainda pode comprovar. Inclusive porque, dizem os entendidos, os beneficiados não podem dar publicidade ao fato. Mas parece que já existem indícios disso nos meios futebolísticos.
Pelo menos é o que pode se levar a supor a presença de tantos jogadores de futebol quarentões que insistem em não largar o osso. Algum exemplo à mão? Cito três que me vem à cabeça no momento em que escrevo: o goiano Túlio Maravilha, em busca do seu milésimo gol; o pernambucano, pentacampeão do mundo, Rivaldo; e o paraense Dema.
Aos 42 anos (ele nasceu em junho de 1969), Túlio acaba de assinar contrato com o CSE, de Alagoas. Aos 39 anos (ele nasceu em abril de 1972), Rivaldo vai jogar no Kabuscorp (quem?), da Angola. Enquanto que Dema, paraense que já rodou por vários times do Norte do Brasil, aos 44 anos (ele nasceu em dezembro de 1967), vai jogar no cearense Itapipoca.
Nas contas do Túlio ainda faltam pouco mais de vinte gols para o seu milésimo. Como ele já não marca tanto assim, pode ser que a tarefa ainda leve uns bons quatro anos. Já o Rivaldo, pelo que eu li por aí, além de jogar bola agora ele vai se dedicar a erigir igrejas na África. E quanto ao Dema, penso que ele só quer provar ao mundo a excelência do açaí do Pará.
Independente do que motiva cada um dos personagens citados para continuar desfilando a sua arte pelos gramados, o que fica patente é que os jogadores de futebol permanecem cada vez mais tempo em atividade. O segredo, dizem eles, é o cuidado com a condição física. Sobre a pedra filosofal ninguém diz nada. Silêncio que para mim é pra lá de suspeito!

Um comentário:

Macelo Avelino disse...

Com todo o respeito pelo Túlio, Rivaldo e Dema, isso é absurdo, tá caindo no ridículo, o jogador tem uma carreira curta, e tem que saber a hora certa de para, a hora de parar dos 3 já passou há alguns anos e eles não perceberam!!!