quarta-feira, 20 de junho de 2012

BOMBA! Regulamento da Série D de 2011 derruba argumento do Treze

Campinas, SP, 20 (AFI) - A novela envolvendo as Séries C e D do Campeonato Brasileiro ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. Embora seja de interpretação confusa, o próprio regulamento de competições da Série D do ano passado atesta que o Treze não tem o direito à vaga na terceira divisão do Brasileiro por não ter terminado na quinta colocação do campeonato do ano passado.

Isso porque, de acordo com o parágrafo único do Artigo 7º do Regulamento Específico da Competição, a pontuação dos clubes deverá zerar a cada fase da competição. "Em todas as fases os clubes as começarão com zero pontos (ganhos e perdidos)", transcreve o regulamento (confira foto abaixo ou na íntegra aqui).
Desta maneira, o quinto colocado da competição seria o Mirassol, e não o Treze. O time paulista foi eliminado nas quartas de final da competição com três pontos, uma vez que perdeu uma partida e venceu a outra, sendo eliminado nos pênaltis para o Oeste. Enquanto isso, o Treze empatou as duas partidas contra o Santa Cruz e terminou a terceira fase do campeonato com dois pontos.
Assim, a reclamação do Treze não faz sentido algum. Pelo menos é o que afirma o advogado especialista em direito esportivo Osvaldo Sestário (foto). De acordo com o advogado, não existe motivo nenhum de o time de Campina Grande aclamar pela vaga na terceira divisão do futebol nacional.
"Eu não sei de onde o Treze tirou isso. No próprio regulamento consta que a classificação é zerada a cada fase, isso está bem claro. Eles criaram essa situação sem ter direito nenhum. Nós estamos afirmando isso há um tempo juntamente com a CBF", criticou o advogado.
Paralisada por nada?Esse novo capítulo só comprova mais um caso de incompetência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade paralisou, juntamente ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por mais de um mês, causando inúmero prejuízos aos clubes.
Toda essa confusão teria sido evitada caso a entidade ao menos houvesse lido o próprio regulamento escrito. A reportagem do Portal Futebol Interior tentou entrar em contato com a CBF, mas, por incompetência de sua assessoria de imprensa, não obteve resposta.

 
 
Agência Futebol Interior

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