quarta-feira, 25 de junho de 2014

Amazonas gasta R$ 36 milhões em estádios para Copa que não foram usados

 

Entre as exigências da FIFA para uma cidade receber jogos da Copa estava oferecer dois Centros Oficiais de Treinamento. Manaus cumpriu esta obrigação gastando R$ 21 milhões no COT da Colina e outros R$ 15 milhões no COT Coroado. Ocorre que ambos não foram usados uma única vez pelas seleções com jogos realizados na cidade.

A última possibilidade era o confronto Honduras e Suíça marcado para quinta-feira, mas como fizeram todas as outras equipes, elas dispensaram os centros de treinamento. As duas vão repetir as estratégias dos outros times e apenas fazer o reconhecimento do gramado da Arena Amazônia na véspera da partida. Ninguém admite, mas o motivo seria evitar o desgaste físico por causa do clima úmido e quente de Manaus.

Os dois estádios não usados contaram com dinheiro do governo do Amazonas para saírem do chão. O COT da Colina foi demolido e reconstruído para o Mundial. A capacidade é para 11,4 mil torcedores e consumiu R$ 21 milhões – R$ 9,7 milhões de recursos federais e o restante verbas estaduais.

Os R$ 15 milhões gastos no COT do Coroado foram integralmente bancados pelo contribuinte do Amazonas. O estádio pode receber 5 mil espectadores. Ambos contam com toda a infraestrutura exigida pela FIFA: gramado, vestiários, sala de imprensa e estacionamento.

A assessoria de imprensa do governo do Amazonas explicou que os estádios foram construídos para atender a requisitos da FIFA para a realização da Copa em Manaus. Acrescentou que sem os COTs a cidade não poderia sediar o Mundial e que a utilização deles fica a critério da entidade.

Também foi informado que, terminada a Copa, os estádios serão usados por times locais. De acordo com o governo do Amazonas, eles são importantes legados porque no passado o Estado não tinha locais para receber jogos de médio e pequeno portes de torneios como a Copa do Brasil, a Copa Verde e o Campeonato estadual.
Procurada, a FIFA não se manifestou.

 Felipe Pereira
Do UOL, em Manaus

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