terça-feira, 12 de setembro de 2017

Dois acreanos na seleção da Serie D 2017

 

Nunca é fácil escalar uma seleção dos melhores jogadores da Série D do Campeonato Brasileiro. Foi só recentemente que a competição passou a ter jogos transmitidos nacionalmente pela TV – e, ainda assim, são poucas as partidas exibidas. Some-se a isso a oferta irregular de informações em sites especializados e portais, além de vários outros fatores que colocam a Série D fora do radar dos torcedores do país.

Mas a gente gosta de desafios. E é por isso que, mais uma vez, fomos atrás do que houve de melhor no quarto escalão nacional.

Para superar os obstáculos naturais e entregar uma seleção digna da Série D de 2017, a gente não mediu esforços. Aí, tome assistir VT de jogo na internet, procurar noticiário local, levantar dados, ler súmulas, conversar com jornalistas… Tudo para que a lista traga o mínimo possível de injustiças – o que é quase impossível quando falamos de listas online.

O resultado, você confere aqui. E o que podemos adiantar é que o resultado ficou bastante abrangente. É claro que os quatro clubes promovidos à Série C de 2018 estão representados, mas a gente fez questão de ir atrás também daqueles jogadores que se destacaram e ficaram pelo caminho.
A escalação é um time que, no papel, encheria os olhos na Série D de 2017: um goleiro seguro, uma dupla de zaga eficiente, dois laterais de características ofensivas, dois volantes que se complementam, meias que se aproximam do ataque e atacantes artilheiros. Tudo isso sob o comando de um treinador que soube montar um time competitivo.

Confira a escalação, e fique à vontade para discordar:

G. Simão (Operário)
Entre os quatro times promovidos, Operário e Globo dividiram o posto de melhor defesa: sete gols sofridos em 12 jogos (antes das semifinais). Com o término do campeonato, Simão passou a ter oito gols sofridos em 16 jogos – o Globo, com o goleiro Dasaev, sofreu 15. De quebra, pesou a favor de Simão a atuação nas oitavas de final, diante do Espírito Santo: com derrota por 1 a 0 no ES e vitória pelo menos placar no PR, a vaga foi decidida nos pênaltis, nos quais o goleiro alvinegro brilhou ao defender a cobrança de Edmar Chazinho. Segundo Felipe Augusto, da revista Série Z, o goleiro do Operário foi “regular durante toda a Série D”.


(Crédito: Bianca Machado/OFEC)
LD. Marcos Júnior (América-RN)
Escalado na seleção da Série D de 2016 do Última Divisão, quando foi campeão da competição pelo Volta Redonda, Marcos Júnior não decepcionou. Titularíssimo do time comandado por Leandro Campos ao longo dos 12 jogos da campanha de 2017, destacou-se (mais uma vez) pela versatilidade: ora atuou como lateral direito de ofício, seguro na marcação, ora atuou como um segundo volante, trabalhando na saída de bola da equipe. Não estranhe se pintar como reforço de algum candidato ao acesso na Série D de 2018.


(Crédito: Canindé Pereira/América FC)
Z. Juan Sosa (Operário)
Nascido no Uruguai, o zagueiro mora no Brasil desde os 14 anos, e já passou por uma longa lista de clubes do país: Nova Iguaçu, Boavista (RJ), Remo, Quissamã (RJ), Novo Hamburgo… Em 2015, chegou ao Operário, onde virou uma das referências da torcida. Na Série D, teve presença irregular ao longo da fase de grupos, quando se recuperava de uma fratura sofrida durante um treino em abril; depois, a partir da segunda fase, recuperou a titularidade. Mostrou sempre bom posicionamento, compensando a falta de velocidade.


(Crédito: Divulgação)
Z. Negreti (Globo)
Ao longo da campanha do acesso, o técnico Luizinho Lopes apostou na dupla de zaga formada por Jamerson e Negreti – e não se arrependeu. O primeiro perdeu pontos pela falha diante da Juazeirense nas semifinais, mas o segundo teve uma Série D de alto nível, baixando a guarda somente a partir das semis. Em 15 jogos, foram quatro cartões amarelos.


(Crédito: Nelsina Vitorino/Jornal da Paraíba)
LE. Dudu Mandaí (São José-RS)
Nos 12 jogos que o São José fez na Série D, Dudu Mandaí esteve presente em 11 – ficou fora apenas da derrota por 2 a 1 para o Ituano fora de casa na estreia. Ao longo da participação da equipe, destacou-se pelo apoio ao ataque: dos 15 gols marcados pela equipe, oito vieram em assistências do lateral. Caiu de rendimento a partir da segunda fase, mas teve participação fundamental na campanha do Zequinha.


(Crédito: Manoel Façanha/ACEA)
V. Chicão (Operário)
Promovido na Série D de 2013 pelo Juventude e de 2014 pelo Brasil de Pelotas, Chicão chegou ao Operário em 2015. Conquistou o Campeonato Paranaense daquele ano, mas foi rebaixado com a equipe em 2016. Em 2017, viu o time deixar o acesso estadual escapar, mas faturou mais uma vez a promoção na quarta divisão nacional. Experiente, o capitão se mostrou um dos líderes da equipe em campo e apareceu com destaque no jogo coletivo – e defensivamente eficiente – do Fantasma.


(Crédito: João Vítor Rezende/RBM Assessoria)
V. Waguinho (Juazeirense)
Embora seja um jogador rodado, Waguinho tem bastante identificação com a Juazeirense, clube no qual chegou pela primeira vez em 2011. Na Série D de 2017, era dele a incumbência de iniciar a criação de jogadas no meio de campo da equipe comandada por Carlos Rabello. Waguinho foi o único nome incontestável do setor na equipe, que teve Capone atuando a seu lado na fase de grupos – a partir da segunda fase, Júnior Gaúcho virou o titular. Atuou em todos os 14 jogos do time na competição.


(Crédito: Agência CH)
M. Careca (Atlético-AC)
No time-base da equipe comandada pelo técnico Álvaro Miguéis ao longo da Série D, Careca formou a base de um losango que tinha a tarefa de municiar o trio de ataque formado por Eduardo, Rafael Barros e Polaco (Neto). No entanto, o camisa 10 não desperdiçou as chances que teve e também marcou gols – foram seis ao longo de 12 jogos na competição, todos anotados nas oito primeiras partidas. Com o acesso assegurado, foi emprestado ao Cruzeiro até o final da temporada, e nem mesmo disputou as semifinais.


(Crédito: Sérgio Vale, via Jornal Opinião)
MA. Bruno Morais (Gurupi)
Destaque na campanha que levou o Interporto ao título tocantinense de 2017, o meia-atacante chegou ao Gurupi como uma das apostas para a Série D, e não decepcionou. Na fase de grupos, marcou cinco gols em seis jogos. Ainda balançou as redes contra Princesa do Solimões (segunda fase) e Atlético-AC (terceira fase), mas a queda de rendimento acabou sendo decisiva na eliminação da equipe. Chamou a atenção pelo posicionamento, aproximando-se da área para municiar o ataque. Consultado, o jornalista Leandro Santiago, do Globo Esporte Tocantins, foi enfático ao classificar Bruno Morais como “o grande nome do futebol tocantinense em 2017”.


(Crédito: Tércio Neto/ GloboEsporte.com)
A. Eduardo (Atlético-AC)
Em 2016, o atacante do Atlético-AC já esteve entre os destaques da Série D, com sete gols em 12 jogos – e o Última Divisão até o colocou entre os principais nomes para a posição da competição na ocasião. O acesso não veio, mas Eduardo se manteve afiado. Em 2017, foram nove gols em 13 partidas, colocando o camisa 7 mais uma vez como um dos principais nomes da quarta divisão nacional – e, melhor ainda, com a promoção à Série C.


(Crédito: Manoel Façanha, via Futebol do Norte)
A. Weverton (Princesa do Solimões)
O time amazonense mostrou bons valores ao longo da Série D, como o zagueiro Eric e o centro-avante Branco. No entanto, foi o faro de gols do atacante Weverton que chamou a atenção. Atuando pelo lado direito do ataque, o camisa 20 marcou nove gols em oito partidas (média de 1,12 por jogo). O Princesa foi eliminado prematuramente, dando adeus na segunda fase em confronto diante do Gurupi; no entanto Weverton teve tempo suficiente para deixar uma ótima impressão. Acabou contratado pelo Fortaleza.


(Crédito: Marcos Dantas/Globoesporte.com)
TEC. Gerson Gusmão (Operário)
Diz uma velha máxima do futebol: bons ataques ganham jogos, mas boas defesas ganham campeonatos. Na Série D, o Operário foi o dono do pior ataque entre os quatro times promovidos (em 12 jogos, marcou 16 gols, contra 17 do Globo, 21 da Juazeirense e 27 do Atlético-AC); em compensação, mostrou uma defesa coletivamente sólida, e acabou fechando o torneio com os melhores números no setor. Após as quartas de final, o próprio Gusmão fez questão de destacar a coletividade como o ponto forte de seu time.


(Crédito: RPC/Reprodução)
 
Fonte: ultimadivisao.com.br

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