sábado, 5 de novembro de 2011

Direito de arena


cabe__a_coluna__dand__o 









Nos anos de mais antigamente (e bota antigamente nisso!), quando alguma criatura queria dizer que uma determinada situação acabara razoavelmente bem para os diversos lados envolvidos, apesar de todas as angústias pelas quais passaram os protagonistas da história, se costumava usar a seguinte expressão: - Entre mortos e feridos, escaparam todos!

Pois apesar do desuso, penso que a referida expressão bem que poderia ser trazida para os tempos atuais para definir o final da novela que envolveu a participação do Rio Branco no campeonato brasileiro da série C desse ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2011 - cento e doze depois da fundação da República de Galvez, nunca é demais lembrar -.
A história, todo mundo que acompanha o futebol acreano sabe de cor e salteado. Tudo começou com a interdição do estádio Arena da Floresta para receber público nos jogos das séries C e D, por conta de uma ação da Procuradoria de Defesa do Consumidor do Acre. Ato que desencadeou uma série de recursos e contra-recursos nas justiças comum e desportiva.
Como nem a Fifa, entidade maior do futebol planetário, nem a CBF, instituição que dirige o futebol brazuca, admitem a "intromissão" da justiça comum nas suas contendas, o que iria acontecer, caso o Rio Branco fosse até as últimas consequências na defesa dos seus direitos, era a desfiliação do clube acreano, a despeito deste possuir todas as razões do mundo.
O pior de tudo é que enquanto durasse a confusão, enquanto não se chegasse a um denominador comum que definisse se o Rio Branco deveria ou não continuar disputando as partidas do grupo E, aonde chegou por méritos próprios, ganhando no campo de jogo, o campeonato da série C ficaria parado, em detrimento de gente que não tinha nada a ver com isso.
O jeito mesmo, então, era o Rio Branco desistir da ação. Mas não de mãos abanando, depois de tanta luta e, ainda mais, levando-se em conta o motivo inicial (a interdição do estádio, totalmente inadequada, no meu ponto de vista, e no de um monte de gente que freqüenta o citado local e com quem eu conversei nos últimos dias) pelo qual se chegou ao impasse.
O acordo extrajudicial entre CBF, justiça desportiva, Procuradoria Geral do Estado do Acre e Rio Branco, nesse sentido, acabou tendo o poder de diminuir uma injustiça. O time acreano ficou mesmo fora da luta pelo acesso à série B de 2012, mas conseguiu evitar o rebaixamento para a série D do próximo ano. Dos males, o menor. Feridos e mortos todos salvos!
Mas um detalhe ainda me incomoda. Como fica a Arena da Floresta, tida e havida hoje por inúmeras equipes e jogadores que já passaram por lá, como uma das praças esportivas mais modernas e confortáveis do Brasil? Nós vamos poder assistir jogos na Arena no ano vindouro? Uma idéia: implode-se a Arena e a gente volta aos jogos no "José de Melo". Que tal?

Um comentário:

Marcelo Avelino disse...

Concordo plenamente Professor Dandão! Tem coisas que acontece aqui no Acre, que deixa qualquer um com a Boca Aberta! Essa interdição foi uma delas! E o que mais dói, você que é uma pessoa rodada, sabe que tem praça esportiva da 1ª Divisão que o Estádio Arena da Floresta não deixa a desejar! Já que no Arena da Floresta não se pode jogar futebol e ter a presença de Público, o José de Melo, pelo menos vira caldeirão!